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Nota sobre Brasília Teimosa

26 de setembro de 2026 — brasilpolíticacidades

Vista aérea do bairro de Brasília Teimosa, no Recife, com a praia ao fundo

Nota do autor: Eu ainda estou tentando entender qual deve ser o tamanho das notas. Estou tentando não passar de 500 palavras. Acredito ser um bom tamanho para começar.

Pensem nessa nota como complemento para a da arquitetura.

Mas, após quase cinco anos olhando para Brasília Teimosa, eu finalmente vou sair desse prédio, o qual chamei de lar de trabalho por todo esse tempo. Vou sentir saudade de ver a praia, as crianças jogando bola, as construções aleatórias da prefeitura, e as “galetinhos”.

Pois bem, essa nota vai ser breve, mas apenas para mostrar como o pensamento dicotômico da sociedade brasileira está acabando com essa nação.

Quando você fala sobre Brasília Teimosa, duas respostas vêm rapidamente (não é tão difícil saber em quem cada pessoa vota): ou te dizem que a Moura Dubeux/Rio Ave deveria comprar isso tudo e fazer prédio estilo o Cais Estelita, ou que o bairro é patrimônio da cidade/lugar de resistência e deve ser mantido da forma que está.

Se você não é idiota, percebe que essas duas opções são terríveis e mostram a polarização retardada do país (a qual terei o privilégio de participar votando sábado que vem).

Ser de direita no Brasil, hoje, significa acreditar que o Estado não deva intervir e que deixe as pessoas serem idiotas sozinhas; enquanto ser de esquerda, hoje, significa acreditar que o Estado deva intervir, justamente, para deixar as pessoas sendo idiotas sozinhas.

Solução não idiota para Brasília Teimosa e para o restante do país: obrigar as pessoas a aceitarem aquilo que é melhor para elas.

Estado organiza e financia, iniciativa privada executa, sociedade civil garante e fiscaliza. Não me parece ser tão difícil de entender.