Poema Épico-romântico 1
Nota do autor: Esse foi o primeiro poema que escrevi e, por mais que estivesse lendo Shakespeare (Macbeth) e Byron (Don Juan), a inspiração geral foi Ossian, do poeta escocês James Macpherson. Ficará mais evidente quando eu postar a parte 2 desse poema.
Quando me movi, segundos tornaram-me Rei.
Um Rei que serviu apenas aos nobres
desejos que se foram alcançados daquela vez.
Nessa, pelo sopro natural se desfez.
Quem poderia ter me auxiliado?
Mas quem, por mim, teria sido ouvido?
Sempre pensamos em atos como épicos.
Somos os Napoleões das nossas epopeias,
Ulysses e Enéas, somos sempre o eu lírico,
mas onde está Ulysses? Em que endereço fica Troia?
Por qual cidade lutou Suleimani? Por qual deus morreu Ciro?
Onde pego o trem para Tenochtitlán? Gustavo morreu com um tiro.
Eu sou o centro das minhas escolhas,
a história é a medida do espírito.
E onde morreu minha depressão se não no movimento das velas
do meu ser que se move em direção ao infinito,
O coração sensível sente a culpa da sublime indiferença divina,
mas que inveja Ele tem, mover-se sem saber o destino, é algo que apenas sonha e imagina.