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Poema Romântico 1 (Estilo Byroniano)

24 de setembro de 2026 — poesiaromantismoamor

Ô Fortuna, sua vaca louca,
Por que chora o meu antigo eu?
Jamais sabe o marinheiro onde atraca
Seu návio nesse mar Egeu
Ou qual batalha trará
Ao guerreiro a glória que deseja.

Com seus cabelos negros como a noite mais densa,
E o verde dos seus olhos aprisionando
Minha alma solitária e tensa
Assim surgiu ela, Helena, vislumbrando
À mim um futuro onde eu também
Fujo com ela desta existência da qual sou refém.

Por qual motivos Deus brinca de predestinar
Aqueles que ele sabe não terem condições
De juntos ficar?
Será essa sua sádica diversão?
Talvez esperar até o juízo final
Seja monótono afinal.

Entretanto, eu não acredito nisso.
Seria contestar Doutor Aquino
E eu não tenho cacife (ou coragem) para isso
E também não falamos tais coisas deste lado do Reno
Se bem que Jó pode ter um ou duas coisas para falar a respeito
Mas pelo bem do poema, vamos seguir desse jeito.

O motivo pelo qual Deus predestina os homens
A encontrarem amores impossíveis
É forçá-los a agirem contra a razão que possuem
Estraçalhando tudo que acham valoroso e tornando-os vis
Pois o amor é a única língua que nosso Senhor conhece
Mas é a primeira a qual os homens esquecem.

Agir e ser são a única filosofia verdadeira
Todas as outras não passam de pensamentos sórdidos
Criados por homens ineptos a possuírem tesouros nos céus ou na terra
Pois um homem que a veja e não deseje lutar contra o próprio diabo
A fim de possuir um simples beijo seu
Não terá, jamais, o direito de entrar no céu.