← todas as poesias

Poemas incompletos e pensamentos sobre o namoro.

26 de setembro de 2026 — poesiaamorromantismo

1

Minha vaidade me afasta do meu futuro.
Desejo algo tão impossivelmente perfeito
que rejeito a alma mais pura.
Por causa de mim, ela está de peito
machucado. Como eu sou um monstro.
Insensível, canalha, demoníaco.

2

Um mar de dúvida se encontra minha alma, não sei mais no que acreditar ou o que devo fazer. Eu tenho tudo certo na minha mente, e agora nada. Qual foi o momento que me tornei melancólico? Não consigo pensar direito. Eu queria amá-la, mas não sei por que não amo. Nem sei se não a amo. Quais são os critérios? Acho que sou apenas estupido, e procuro algo que não existe. Queria tanto amar, que me perdi em mim mesmo. Queria tanto um amor, mas, quando o encontrei, preferi a ilusão de procurá-lo à dor de vive-lo.

3

Eu me imagino homem por
Ser viril e destemido,
Mas que tipo de homem dor
Causa a sua amada?
Deixei minha arrogância
Tomar conta sobre minha consciência.

A perfeição foi criada pelo diabo,
Como forma de nos afastar do Criador,
Tornando-se a pensar que posso tudo.
Possuir, esquecendo que sou apenas um pecador
Como todos, e o perdão é a maior
Graça Divina, pois nos permite vivenciar o amor.

Desejo estripar meu coração do peito,
E substituir por alguma coisa
Que me permita lhe amar do jeito
Pelo qual você merece, possa
Lhe consolar e proteger do mal
Que eu mesmo causo.

Olhar para vocês é regenerar minha alma
Nesse mar de estrela nascente,
Irredentista meu sentimento, e os traumas
Que possuo afastam-se da minha mente
Apenas povoa meus pensamentos
De beleza e amor que a ti intento.

Sou um bruto desalmado,
Não mereço amor ou redenção
Sua, Deus lhe deu o pior dos
Homens, e colocou seu coração
Na mão de um bastardo,
Louco, e assombrado.

Tentarei ser melhor por ti.
Serei o homem que você merece,
Curarei suas feridas porque
Isso é o que devo ser.
Que o Senhor me suporte nessa caminhada
Sem fim, e que eu consiga ser um homem aos seus olhos, minha amada.

4

O desejo é a morte da razão.
Como conciliar sentimento e realidade?
Meu coração arde de paixão,
entretanto, insiste na impiedade
de desejar, imaginar, idealizar,
mas impedi-lo é a se mesmo matar.